TOCANDO EM FRENTE

“ANDO DEVAGAR PORQUE JÁ TIVE PRESSA, LEVO ESSE SORRISO PORQUE JÁ CHOREI DEMAIS…” Almir Sater e Renato Teixeira.

Tem música que conversa conosco e a cantamos quase inconscientemente e, “Tocando em frente” é uma delas.

Já a conhecia há muito tempo, mas agora tenho um motivo a mais para gostar dela.

Faz um ano que participo da “cantoria” do SESC e estou aprendendo sobre o repertório das músicas sertanejas que até então não conhecia: Tonico e Tinoco, João Mineiro e Marciano, Milionário e José Rico, Tião Carreiro e Pardinho e outros que já conhecia, como : Chitãozinho e Xororó, Daniel e Sérgio Reis.

(Almir Sater)

Mas quando cantamos “Tocando em frente” é de arrepiar!

Essa música é de 1990 e foi composta por Renato Teixeira e Almir Sater (sucesso na voz dele), e um clássico da música sertaneja brasileira!

Juntos, tem uma conexão familiar que se soma à amizade de décadas e parceria musical, verdadeiros ícones da chamada música caipira brasileira.

(Renato Teixeira)

Fui procurar alguma coisa sobre ela e encontrei muitos textos feitos pela IA que não era exatamente o que estava querendo.

Quero falar do que ela nos faz refletir enquanto cantamos: “todo mundo ama um dia, todo mundo chora, um dia a gente chega e no outro vai embora”…

Cada verso provoca uma reação: já vivi isso, passei por isso!

Música boa é assim: após quase 40 anos nos leva a sonhar e saber que “cada um de nós compõe a sua história”, e no meio de tanta música ruim (que nem deveria ser chamada como tal) permanece para sempre.

Ainda bem que podemos cantar, sorrir e “tocar em frente” com esperança!

“…ESQUECENDO-ME DAS COISAS QUE ATRÁS FICAM E AVANÇANDO PARA AS QUE ESTÃO DIANTE DE MIM, PROSSIGO PARA O ALVO…” Filipenses, 3-13

POETIZANDO… VINÍCIUS DE MORAES

Vinicius de Moraes foi um poeta, dramaturgo, escritor, compositor e diplomata brasileiro.

É autor de “Soneto de Fidelidade”, uma das mais importantes obras da literatura Brasileira, da peça “Orfeu da Conceição”, e ainda, um dos precursores da Bossa Nova no Brasil.

Foi durante a segunda fase do modernismo no Brasil que Vinícius de Moraes teve destaque com suas poesias eróticas e de amor.

No período de 1949 a 1951, entra em contato com expoentes da literatura, como o pernambucano João Cabral de Melo Neto – que contribui para a publicação do poema Pátria. Passa a conviver com o chileno Pablo Neruda e o pintor Di Cavalcanti.

No regresso ao Brasil, em 1951, volta a trabalhar no jornalismo, desta vez no Última Hora, onde colabora por meio de crônicas e permanece na crítica cinematográfica.

Lança sua antologia poética, “A Noite”, trabalho que conta com a atuação de Manuel Bandeira na organização.

As parcerias com João Gilberto e Tom Jobim se revelam promissoras em 1959 com o movimento denominado “Bossa Nova”e suas composições são interpretadas por João Gilberto no disco “Chega de Saudade”.

Frases

  • Eu talvez não tenha muitos amigos, mas os que eu tenho são os melhores que alguém poderia ter.”
  • Eu poderia, embora não sem dor, perder todos os meus amores, mas morreria se perdesse todos os meus amigos.”
  • Se o cachorro é o melhor amigo do homem, então uísque é o cachorro líquido.”
  • Se o amor é fantasia, eu me encontro ultimamente em pleno carnaval.”
  • A vida é a arte do encontro, embora haja tantos desencontros nesta vida.”
  • A vida é a espera da morte. Faça da vida um bom passaporte.”

“GRAÇAS TE DOU, Ó SENHOR, PORQUE, AINDA QUE TE IRASTE CONTRA MIM, A TUA IRA SE RETIROU, E TU ME CONSOLASTE.”Isaías, 12- 1