ENQUANTO ELE NÃO CHEGA…

Uma sala com vários móveis e todos com muitas gavetas.

Cada gaveta possui uma etiqueta onde se lê: poesias, textos, crônicas, haicais, histórias infantis, releituras, histórias infanto juvenis.

E, nessas gavetas, estão folhas e mais folhas escritas no decorrer dos anos, à mão ou impressas.

Elas estão como em “chocadeiras”, dentro do meu cérebro, esperando o dia de nascer.

E eu olho para cada uma e abro a gaveta de “histórias infanto juvenil”.

Talvez porque tenha sido convidada com mais 10 escritores da AME (Associação Mourãoense de Escritores) para irmos conversar com estudantes da 7ª e 8ª séries de um colégio onde notei a falta de livros para essa faixa etária, ou, bem…porque gosto muito dessas histórias!

Foi difícil selecionar quatro delas, mas depois de tirá-las da gaveta, a gestação teve início de uma forma rápida e divertida.

Primeiro, a escolha do hospital (no caso a Editora) e depois as conversas com o médico ( o editor responsável pelo meu projeto).

Aí então, comecei o enxoval!

Dois profissionais lindos cuidaram do berço (a capa do livro), outra competente e não menos linda, cuidou para que tudo saísse perfeito (a revisão).

Aí mando tudo para o hospital: foto minha (claro, sou a mãe), contrato assinado (quero todos os direitos garantidos a esse filho), a capa e texto revisado.

E chega o dia de ver o ultrassom, que é o esboço daquele que virá à luz!

Quase choro de emoção!

Isso apesar de ter outros filhos que saíram bater asas pelo mundo afora…

Se vai ter festa quando nascer?

Claro que sim!!!

Chamarei filhos, netos, amigos, imprensa, fotógrafos e todos que quiserem conhecê-lo!

E ele já está quase chegando…

Me perguntam qual será o nome dele e eu respondo orgulhosa: “O Nasquimi Dourado e outras Histórias”!

Queixo caído, ar de quem não entendeu e vem outra pergunta:

-Mas, o que quer dizer Nasquimi?

E eu respondo enigmática:

-Vai ter que esperar para conhecer o bebê, ler a história e saber o que é… ou não!

Observação: não coloquei os nomes envolvidos para em outra ocasião dar o devido crédito!

Imagens: 1) napratica.org.br; 2) pt.pngtree.com; 3) manauarashopping.com.br; 4) leiturinha.com.br

“PORQUE DEVERAS HÁ UM FIM BOM; NÃO SERÁ MALOGRADA A TUA ESPERANÇA.” Provérbios, 23- 18

 

E O TROFÉU VAI PARA… MIM???

Bem, vamos começar do começo, propriamente dito!

Em julho desse ano, saiu em edital da Biblioteca Municipal Prof. Egydio Martello o convite e regulamento para participação no Concurso de Poesias 2017, como homenagem aos 70 anos de Campo Mourão.

As inscrições foram até 07 de agosto por isso me apressei a escrever e me inscrever.

Resolvi fugir das poesias tradicionais e, quando vi, ali estava a “História sem Fim”.

Por que esse nome?

Porque daqui muitos e muitos anos, nós não estaremos mais aqui, mas a cidade sim, ela continua sempre e sempre, sua história passando gerações.

Então contei nessa poesia, a minha relação com essa cidade em que morei de 1977 a 1983 voltando para ficar novamente agora.

E nesse dia 25, quarta feira, foi a solenidade de entrega aos três finalistas, dos quais eu fiz parte.

É claro que fiquei ansiosa (quem não ficaria?) e quando ouvi minha poesia sendo lida como ganhadora do primeiro lugar, fiquei muito feliz e honrada.

(Recebendo o troféu das mãos da secretaria de cultura, Marlei Formentini)

(Aqui o terceiro lugar Valdir Bonete, o segundo Aline Moura e eu)

Minha nora Patrícia estava presente representando a família,  juntamente com meu neto Cesar de três anos (Cesinha como ele gosta de ser chamado) que adorou o “troféu da vovó”… Queria levar para a casa dele! Beijava e beijava!!!

(Essa foto foi parar no Instagran, mas dá para ver a empolgação dele na hora da entrega).

Foi uma noite gostosa com muita música, apresentações teatrais dos alunos do curso de teatro Trapos, poesias de temática livre e modalidade interpretação também premiadas , carinho e amizade.

(Aqui todos os premiados com as autoridades presentes).

E segue abaixo, essa que foi premiada e feita com muito amor para nossa cidade.

HISTÓRIA SEM FIM

HÁ MUITOS ANOS ATRÁS

ELA AQUI VIVEU.

NA TERRA VERMELHA

DE CAMPOS DE SOJA,

DE TRIGO, DE GADO,

DE ANDORINHAS VOANDO

NUM CÉU TODO SEU.

________

DEPOIS, FOI EMBORA.

CRIAR FILHOS, TRABALHAR.

GANHOU NETOS, ESCREVEU LIVROS,

MAS UM DIA QUIS VOLTAR.

________

E CHEGOU DEVAGARINHO,

SEM SABER COMO

IRIA SER RECEBIDA.

E A CIDADE FACEIRA

ABRIU SEUS BRAÇOS SAUDOSOS

RECEBENDO A FORASTEIRA.

________

E ELA PERGUNTA AO MOÇO:

A CIDADE MUDOU MUITO,

QUASE NÃO A RECONHEÇO,

ONDE ESTÃO AS ANDORINHAS

QUE FAZIAM ALVOROÇO?

________

E ELE CONTINUA CONTANDO

COISAS QUE ELA CONSEGUE LEMBRAR.

CAMPO MOURÃO É HISTÓRIA,

CASA DE AMIGOS, FÁCIL DE AMAR!

________

E ELA AGRADECE SORRINDO

PORQUE SABE MUITO BEM

QUE DESSA CIDADE AMIGA

ELA FAZ PARTE TAMBÉM!

Sílvia Novaes Fernandes

 

“MAS EM TODAS ESTAS COISAS SOMOS MAIS DO QUE VENCEDORES, POR AQUELE QUE NOS AMOU.” Romanos, 8- 37

 

 

BIBLIOTECA, 60 ANOS

Quando cheguei com minha mudança em janeiro de 2016 aqui em Campo Mourão, uma das primeiras coisas que fiz, foi conhecer a biblioteca.

E lá estava ela, em plena praça da Igreja matriz, com um belo chafariz e coreto ao lado.

E fui entrando pela porta, saboreando o silêncio e encanto que esse lugar me trás.

E fiquei encantada ao ser recebida pelas funcionárias tão gentis e que me mostraram todo aquele espaço.

“Biblioteca Pública Municipal Prof. Egydio Martello”, que nesse 30 de setembro comemora 60 anos e que deve esse nome a esse professor nascido em Piratuba, Santa Catarina, no ano de 1930 e que em 1959 chegou a nossa cidade.

Foi professor e diretor no Ginásio e foi quem compôs o Hino de Campo Mourão.

A biblioteca possui mais de 1500 m² divididos em dois andares e a foto abaixo é da primeira sala onde nos reunimos todo terceiro sábado de cada mês para as reuniões da AME (Associação Mourãoense de Escritores) da qual faço parte.

Tem também um espaço para a literatura mourãoense.

E exposições dos mais variados temas.

Esses são alguns projetos e programas realizados pela biblioteca: Programa Biblioteca em Movimento; projeto de Lobo a Lobato; lançamentos literário; encontro diversidades; saraus literários; encontro de atendentes de bibliotecas públicas; exposições artísticas e literárias; projeto porta voz de leitura; feira de livros; concurso de incentivo à leitura e escrita; programa contar e encantar; caravana de história; projeto dê asas a imaginação; programa estudante que faz.

Continuando, entro num corredor envidraçado que reflete toda a luz do sol e o verde das árvores!

E na primeira porta, um cantinho encantador para as crianças com o qual me identifiquei totalmente, lembrando dos tempos do curso de Contação de Histórias e das histórias que contei ao longo da vida (vejam em Era uma vez…).

Depois vem a sala da Academia Mourãoense de Letras.

Uma sala que me surpreendeu foi a de Espaço Braile Infantil!

E ainda no piso térreo, encontrei o auditório onde se realizam exposições e saraus, onde em novembro último, tive oportunidade de ler uma poesia minha.

E onde, no dia 15 último, tivemos o prazer de ouvir  palestra do Professor Junior Cezar Castilho, técnico em assuntos educacionais do Instituto Federal do Paraná, campus Umuarama; graduado em Letras; especialista em docência no ensino superior, mestre em metodologias para o ensino da linguagem e suas tecnologias.

Foi uma viagem no tempo com direito a muitas surpresas e humor!

Subindo pela bonita escadaria, chegamos a sala de Estudos e Pesquisas.

E acabei que nesse dia em que fui fotografar tudo isso, fui fotografada também!

Tudo isso para lembrar que faltam 17 dias para o aniversário.

São muitas as atividades programadas e sobre elas contarei em uma outra vez.

Encerro com essa última foto que tirei e que já diz tudo.

“NÃO DESAMPARES A SABEDORIA, E ELA TE GUARDARÁ; AMA-A, E ELA TE CONSERVARÁ. A SABEDORIA É A COISA PRINCIPAL; ADQUIRE, POIS, A SABEDORIA; SIM, COM TUDO O QUE POSSUIS, ADQUIRE O CONHECIMENTO.” Provérbios, 4- 6 e 7.

 

 

 

 

 

 

DUAS SEMANAS DE JULHO

E não é que cheguei em Curitiba com duas malas cheias de blusas, cachecóis, gorros de lã e botas e não usei quase nada?

Foram duas semanas de dias lindos, céu azul e um friozinho bem confortável!

(Uma rua nas Mercês com essa cerejeira maravilhosa)

Aliás, a cidade estava florida e meu coração cheio de alegria por poder passar essas duas semanas com minhas filhas e netos que chegaram da longínqua África…

E aproveitei muito!

(Dentro do elevador nas saídas quase que diárias)

E assim íamos ao shopping onde eu tomava meu imperdível sundae no Mc Donald’s, café canelinha na Kopenhagen, comidinha no Outback, mas também andava no parque Barigui enquanto as crianças brincavam.

Quando ficávamos em casa, eu ia para a cozinha e dali saíram pasteis, panquecas, estrogonofe, filé à parmegiana, batata suíça, feijão com arroz e farofinha, macarrão à bolonhesa além do bolo indiano que é uma gostosura!

À noite, brindávamos com um vinho que saboreávamos com uma bandeja de aperitivos!

Pude encontrar uma das minhas irmãs, a Raquel, e passeamos, tomamos café e pusemos as conversas em dia.

(Faltou encontrar meus dois irmãos, Ciro e Ângela, que estavam viajando)

Depois almocei com a Akico, amiga de longa data e que fazemos parte de um grupo onde também algumas estavam viajando.

Aí a vez foi da Sonia fazer um lanche na casa dela onde eu e Débora ficamos até tarde, sempre conversando e relembrando coisas de quando elas vieram me visitar aqui em Campo Mourão.

E o último encontro foi com nove amigas da turma de 1966, na casa da Vera!

Cada vez surge uma nova amiga daqueles áureos tempos!

(Sentadas: Jóia, Vera, Ivete e Maria de Lourdes; em pé: eu, Elizabeth, Cleide, Carmen, Sonia e Marilu).

Quanta coisa boa pode acontecer em duas semanas!

Até um assalto, o que deixou de ser bom!!!

Em plena 15:00 horas, dentro do ônibus, fui imprensada na porta por 3 mulheres que roubaram minha carteira de dentro da bolsa, com todos meus documentos, cartões e dinheiro!

Voltei para casa com somente um BO e pronta para fazer todos os documentos novamente.

Mas como dizem, “mais tem Deus para dar do que o diabo prá tirar” ou “vão-se os anéis, mas ficam os dedos”; eu digo, obrigada, Senhor por mais esse livramento!

“EM TUDO DAI GRAÇAS, PORQUE ESTA É A VONTADE DE DEUS EM CRISTO JESUS PARA CONVOSCO.” I Tessalonicenses, 5- 18

 

 

 

 

NOSSA, PARECE QUE FOI ONTEM!!!

Essa frase tão usada traduz bem o que estou sentindo nesse final de mês ao completar meu primeiro ano morando aqui em Campo Mourão.

Como foi deixar uma Capital onde morei tantos anos da minha vida para vir morar em uma cidade do interior?

Minha resposta é SIM, foi muito bom!

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(Presépio montado na praça da cidade- eu e Isadora)

É claro que sinto falta de tantos amigos, de passear nos shoppings (aqui ainda não tem,mas quando aperta a vontade, vamos até Maringá), do friozinho gostoso (porque aqui é muito quente).

Mas não tem o que paga, você poder ouvir os passarinhos (hoje entrou um dentro de casa…), ver o céu carregado de estrelas, ver TV com janelas e portas abertas, sem medo nenhum…

E ontem senti que realmente já estou fazendo parte dessa cidade ao andar por uma rua do centro e ser cumprimentada por duas pessoas conhecidas.

Além disso já faço parte da AME (Associação Mourãoense de Escritores) com sede na Biblioteca Pública onde deixei livros de minha autoria e temos reuniões mensais.

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(Uma das reuniões)

As “Comidinhas da Vovó Sílvia” demoraram um pouco para acontecer, o que é natural porque as pessoas não tem muita intimidade com as facilidades que proporcionam as comidas congeladas.

Mas desde outubro as comidinhas começaram a ser apreciadas e com isso tenho trabalhado bastante.

O que acho muito bom!

Viviane,  André e meus netos Isadora e Heitor, estiveram aqui em casa na Páscoa, em julho e agora nas festas do Natal e Ano Novo.

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(Self na Fazendinha)

Foi tão bom!!!!!

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(Mesa arrumada esperando para o almoço)

Fabiane veio quando me mudei para cá e teve que passar comigo os dias sem TV e internet, mas em julho veio novamente e aguardo sua vinda para breve!

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(Perto de casa, fazendo caminhada)

Meus irmãos, Ciro e Ângela, vieram no Carnaval, mas só passaram o dia…ainda falta a Raquel que, não sei porque, está demorando tanto a me visitar…

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(Em fevereiro)

E claro,aqui tenho o Paulo Emílio, Patrícia e Cesar e talvez quando eu publique esse texto, já tenha chegado meu neto mais novo: Daniel.

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(Mais self)

E, ainda, reencontrei duas amigas de quase 40 anos atrás, Rose e Maria Teresa, que me receberam de braços abertos.

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(Saindo de um jantarzinho)

E é com elas que tenho me divertido relembrando histórias, fazendo jantares ora aqui, ora em suas casas, dando risadas, compartilhando fotos, lembranças e emoções.

Era o que sentia mais falta aqui, de amigas como as que deixei em Curitiba e onde tudo acontecia entre nós.

E meus pallets, (como contei em Casa de Vó) estão florescendo lindamente bem como os temperinhos.

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Ah, esses temperos… quando molho bem cedo ou à tardinha (porque o sol é muito forte), eles soltam aquele perfume delicioso como que agradecendo a água fresquinha…

E na cozinha então, é uma gostosura ir até eles, cortar delicadamente os escolhidos, lavar, picar, usar e sentir o aroma e o sabor nas “Comidinhas da Vovó”!

Também já fui diversas vezes a Curitiba; pego o ônibus leito à noite e chego cedinho no outro dia bem descansada e pronta para passear e encontrar muitas das amigas que deixei.

Porque, falando sério, sinto saudades do friozinho dessa nossa capital!

É a vida tem sido generosa para comigo!

O passo dado foi grande, a expectativa maior, mas como fui feliz nesse meu primeiro ano aqui!

Que venham muitos mais!

“POIS SERÁ COMO A ÁRVORE PLANTADA JUNTO A RIBEIROS DE ÁGUAS, A QUAL DÁ O SEU FRUTO NA ESTAÇÃO PRÓPRIA, E CUJAS FOLHAS NÃO CAEM, E TUDO QUANTO FIZER PROSPERARÁ.” Salmos, 1- 3

 

 

 

GENTE…COMO A GENTE!

       Aos poucos vou conhecendo lugares e, principalmente, pessoas novas,tudo que preciso para começar a me sentir parte dessa nova cidade.
Para início de conversa, precisei de alguém para colocar chuveiros, varal, quadros, ganchos e mais uma infinidade de coisas que precisam estar em seus devidos lugares. Veio o Nivaldo, tipo marido de aluguel trazendo a tiracolo o seu filho Augusto que nos finais de semana joga futebol no time daqui.

frente da casa
(Essa é a fachada da minha casa)

porta de entrada

(Porta de entrada com quadrinhos comprados em Antonina e outro que ganhei da Fabi)

Na frente de casa tenho um jardim que ainda só tem grama plantada, mas que já fez surgir o seu Adalto se colocando ao dispor por módicos R$ 50,00 mas que acabou deixando por R$40,00.
Passeando pelo centro, me encantei com a floricultura da Maria Inês que tem coisas lindas para jardim!

Se eu ficasse mais uns 10 minutos ali, traria mais coisas…

Mas o pocinho com beijinhos e o carrinho de mão com azaleias, não pude deixar de comprar.

flores

Veio então o rapaz das cortinas, um Reginaldo super competente que prometeu e cumpriu no dia marcado, a colocação delas.

cortina cozinha

(Janela da cozinha vista de fora com cortina de renda)

quarto de hóspedes

(Vejam  como ficou aconchegante o quarto de hóspedes!)

Na esquina de casa, tem uma loja grande, tipo armarinho, que tem “de um tudo” como dizem por aí: de roupas, brinquedos a material escolar.
A dona, Margareth, muito atenciosa, me deu várias dicas importantes e a melhor foi a de um salão de beleza bem perto em que a Eliane faz a melhor unha da região.
É tudo que preciso depois desses dias de trabalho…
Ainda conheci a Isadora, da imobiliária e que tive certeza de tudo dar certo por causa do nome ser igual ao da minha neta; a Marli, das lojas Colombo onde comprei eletrodomésticos, super atenciosa;o seu Jorge, das mudanças Pathy, que trouxe a minha sem quebrar nada; o Nivair, mineiro das lojas LD que me vendeu os móveis que precisava, uma figuraça; o seu Osvaldo que tem um táxi e me leva prá cima e prá baixo contando coisas do lugar; o Romildo da viação Garcia que de tanto eu ir e vir, já ficou conhecido; a Bianca, da Vivo, uma mocinha linda e alegre que fez a mudança do meu celular; o pastor João, da igreja Presbiteriana que fez uma visita e me pegou numa hora em que eu, descabelada, suava de tanto calor terminando os congelados.
Sim, encomenda das Comidinhas da Vovó Sílvia e que estão indo num isopor pela Garcia, para minha cliente Andréa Ibrain de Curitiba!

isopor

É…já conheci muita gente aqui em Campo Mourão e parece que aqui só dá gente boa!
Como a gente!

eu na janela

(Eu…feliz!)

“…EU E MINHA CASA SERVIREMOS AO SENHOR!” Josué, 24-15

CIDADES ONDE MOREI: 11- CAMPO MOURÃO

No final da 10ª cidade, escrevi que saímos em cinco pessoas dali, mas uma ainda estava em minha barriga…

Viemos para Curitiba onde meu caçula nasceu e aí sim, após quinze dias fomos para nossa nova cidade: Campo Mourão!

CampoMouro-pr

Em 2014 sua população foi estimada em 92.300 habitantes e numa pesquisa recente, a cidade foi classificada em quarto lugar do Paraná como melhor para se viver!

mapa

Ali ficamos quase seis anos e foi onde meus filhos passaram uma infância alegre, desfrutando um quintal grande, brincando com amigos, andando de bicicleta, indo a piscina de clubes e começando a vida escolar.

Uma festa que se tornou conhecida em todo Brasil, é a do Carneiro no Buraco, criada na década de 60 e que acontece sempre no mês de Julho e reúne pessoas de todo canto.

carneiro no buraco

Hoje em dia, Campo Mourão possui 4 instituições de Ensino Superior além da sede da maior cooperativa do Brasil e a 3ª maior do mundo- a Coamo.

igreja e fonte

Foi com tristeza que deixamos essa cidade, mas o futuro nosso estava na capital e é para lá que fomos: Curitiba.

Imagens: 1) http://www.skyscrapercity.com; 2) pt.wikipedia.org; 3) http://www.copa2014.pr.gov.br; 4) assesa.sanepar.com.br

” PORQUE O SENHOR NÃO VÊ COMO VÊ O HOMEM. POIS O HOMEM VÊ O QUE ESTÁ DIANTE DOS OLHOS, PORÉM O SENHOR OLHA PARA O CORAÇÃO.” ISamuel 16- 7

MEU NINHO VAZIO

Muito se tem falado sobre a Síndrome do Ninho Vazio, com textos cheios de conselhos e passos para superar essa fase.

ninho vazio

E chegou a minha vez!

Mas não, não estou ficando doente, mas é que hoje estou pensativa e chorosa…

Dos três filhos que tenho, a mais velha, já está há dez anos morando em Luanda, Angola.

angola

Meu caçula, desde cedo morou fora: primeiro fazendo faculdade, depois mestrado e por último, doutorado fora do país.

Aí voltou para se fixar em Campo Mourão, no Paraná (que nem é tão perto daqui…).

c.mourão

E agora minha filha do meio, que sempre esteve perto de mim, também vai voar…

Mesmo não nos vendo diariamente, cada uma com sua casa e seu trabalho, ELA esteve sempre aqui… perto!

Um oceano vai nos separar (ela vai para Cape Town na África do Sul) e um oceano de lágrimas já começo a derramar…

africa do sul

Claro, sei que o Brasil está difícil, cheio de problemas e eles são jovens, precisam procurar novos horizontes, ter novos projetos de vida.

Mas vou precisar me reinventar!

Quando me casei, em 1969, o mundo era diferente.

Fui morar no interior onde para falar com meus pais na capital, tinha que ir a um posto telefônico e ficar horas e horas esperando completar a ligação.

Quando conseguia…

Hoje tudo é mais fácil.

Tenho um tal de face time onde posso ver e falar com meus netos todos os dias!

Mas ELA não vai estar aqui!

Minha companheira de ir ao shopping, mercado, Igreja, almoçar fora, comentar sobre livros, filmes e novelas, comer brigadeiro, dar muitas risadas…

Mas é a SUA hora, a SUA vez de alçar voos.

passarinho

E o que uma mãe pode desejar a uma filha nessa hora?

Pedir bênçãos dos céus, o cuidado de Deus sobre ela, e desejar que seja feliz, feliz, feliz!

Que conheça pessoas boas, lugares bonitos, que aperfeiçoe outras línguas, que continue a escrever textos lindos como ela.

E eu?

Vou colocar um sorriso nos lábios, passar meu batom, fazer novas comidinhas, escrever sempre e muito no blog, sair com minhas amigas e esperar…

Afinal, sempre chega o dia da volta!

Da chegada!

E é quando o coração explode de alegria, os braços se abrem para o abraço gostoso sentindo o cheiro que só um filho amado tem.

20.07.14 - almoço de domingo Maria Helena (5)

Deus te abençoe, Fabiane, filha amada!

E aqui vai um haicai que escrevi há tempos: 

MEUS FILHOS VOARAM.

O NINHO FICOU VAZIO.

SOU POBRE ÁGUIA MÃE…

Imagens: mapas- wikipédia; 1) saude.umcomo.com.br; 2) http://www.bolsademulher.com

“NENHUM MAL TE SUCEDERÁ, NEM PRAGA ALGUMA CHEGARÁ À TUA TENDA. PORQUE AOS SEUS ANJOS DARÁ ORDEM A TEU RESPEITO, PARA TE GUARDAREM EM TODOS OS TEUS CAMINHOS.” Salmos 91-10 e 11.

BOLO BRANCO

No último dia 26 eu ia receber visitas de sobrinhas que iam até minha casa para conhecer o Cesar, meu neto de 5 meses que mora em Campo Mourão. Acabou virando festa porque meus três filhos, 3 netos, nora e genro também estavam lá. 

Depois de tanta comida nos dias 24 e 25,  procurei uma receita de bolo que fosse fácil, leve e muito, muito gostoso!

E inspirada na Receitas Aprovadas da Diana, fiz essa gostosura que servi geladinha.

bolo pronto

INGREDIENTES

MASSA (PÃO DE LÓ)

4 ovos

4 colheres (sopa) de açúcar

4 colheres (sopa) de farinha de trigo

1 colher rasa (sopa) fermento 

massa do bolo

Bata as claras em neve, junte o açúcar sempre batendo, depois as gemas e bata bem.

Retire e junte o fermento.

Leve para assar em forma untada por cerca de 30 minutos em forno 180º.

bolo assado

Retire e deixe esfriar um pouco antes de virar no prato onde vai ficar.

bolo assado 2

Prepare o RECHEIO:

1 lata de leite condensado

1 lata (medida do leite condensado) de leite

1 caixinha de creme de leite

1 colher (sopa) de maisena

3 gemas

Leve ao fogo o leite, o leite condensado, as gemas e a maisena dissolvida em um pouquinho de leite.

Vá mexendo sempre até ferver e engrossar.

Retire e deixe esfriar.

Junte o creme de leite e empregue no bolo já cortado ao meio.

recheio bolo

COBERTURA:

3 claras

1 xícara e meia de açúcar

1/4 xícara de água

Com a água e açúcar faça uma calda em ponto de fio.

bolo branco

Bata as claras em neve e vá juntando, sem parar de bater, a calda quente aos poucos.

Bata bem!

marsmellow

Vai ficar um “incrível” marshmallow!!!

Vá cobrindo todo o bolo e com um garfo, faça uns crespinhos em todo ele.

bolo fatia

Ficou como eu queria: sensacional!!!

BATIZADO DO CESAR

Depois da “Feijoada do Cesinha” e “Tri Vovó“, agora conto sobre o batizado dele no ultimo final de semana, em Campo Mourão onde mora.

Animadíssimo, com direito a vovôs, vovós, titios, priminhos e até tia avó!

Faltou mesmo a alegria das titias Viviane, Fabiane, tio André e priminhos Isadora e Heitor que estavam longe, em Angola.

Pelas fotos vão ver o capricho nos detalhes que a mamãe Patrícia imprimiu em tudo e o orgulho do papai Paulo Emílio, um excelente anfitrião!

batizado 1

Na narração do batismo de Jesus, a Bíblia Sagrada diz: “eis que os céus se abriram e viu descer sobre Ele, em forma de pomba, o espírito de Deus”- Mateus, 3-16.

Fico devendo a foto do momento do batizado na Igreja porque o fotógrafo contratado ainda não nos entregou…

batizado 6

E assim estava preparada a mesa de doces na sala da casa deles quando chegamos.

batizado 7

A roupa pronta para ser usada.

OLYMPUS DIGITAL CAMERA

Tomando banho para ficar cheiroso!

OLYMPUS DIGITAL CAMERA

Se arrumando…

batizado 5

Todos prontos!

batizado 5 (2)

Detalhes do lado direito da mesa.

batizado 3

Ainda sem o bolo…

batizado 3

Olha ele aqui: da Brigaderia e uma loucura de bom!!!

batizado

Todos os docinhos vinham com um enfeite feito pela mamãe Pati!

Foi tudo muito lindo e amanhã, Cesar completa 4 meses!

Que Deus cubra nosso queridinho com todas as bênçãos do céu!