DIA DE REIS

“E tendo nascido Jesus em Belém da Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que uns magos vieram do Oriente a Jerusalém, e perguntaram: onde está aquele que é nascido rei dos judeus? Porque vimos a sua estrela no Oriente e viemos a adorá-lo.” Mateus, 2- 1 e 2.

Os três reis magos da Bíblia que teriam estado entre os primeiros visitantes do menino Jesus, só são mencionados em um dos quatro evangelhos, o de Mateus.

Cerca de 800 anos depois do nascimento de Jesus, eles ganharam nomes e locais de origem: Melchior, rei da Pérsia; Gaspar, rei da Índia; e Baltazar, rei da Arábia.

Não há nenhuma evidência de que eles tenham existido; e mesmo, segundo a Bíblia, não dá para dizer que eles eram três, nem que eram reis.

Do texto original, sabe-se apenas que eram mais de um, porque a citação está no plural.

Como o grupo levou três presentes (ouro, incenso e mirra), a tradição acabou deixando a ideia de que cada um teria trazido um tesouro para o bebê.

Afinal, devemos aos magos até a tradição de dar presentes no Natal!

(Super.abril.com.br)

Imagens: 1) todamateria.com.br; 2) acporto.wordpress.com; 3) revistavies.com.br

“E, ENTRANDO NA CASA, ACHARAM O MENINO COM MARIA, SUA MÃE, E, PROSTRANDO-SE, O ADORARAM; E, ABRINDO OS SEUS TESOUROS, LHE OFERTARAM DÁDIVAS: OURO, INCENSO E MIRRA.” Mateus, 2- 11

SERTÃO DE CIMA

Lá pelos idos de 1957, morávamos em Sengés, uma pequena cidade do Paraná e onde fiz o terceiro ano primário.

Minhas lembranças dessa época se resumem a poucas coisas, como o bulling que sofri na escola e a uma viagem que fiz com meus pais a um lugar chamado Sertão de Cima.

Frequentávamos a Igreja Presbiteriana local e nela havia uma família que possuía uma caminhonete, dessas abertas na parte de trás.

Pois bem.

Numa linda manhã de um sábado qualquer, fomos fazer um culto nesse lugar que fica bem distante da cidade que, como o nome mesmo diz, fica num alto onde chegamos depois de percorrer estradas sinuosas.

Valeu a pena, porque a vista era realmente maravilhosa: campos verdes, vales, rios, bem abaixo de nós!

Chegamos a um agrupamento de casas, todas muito simples, e crianças foram cercando o carro onde nos encontrávamos.

Papai com sua bíblia em mãos, se posicionou; minha mãe com seu acordeon começou a tocar e a melodia foi enchendo o ar; e eu fui colocada no alto da carroceria da caminhonete  quando comecei a cantar.

Eu sabia muitos hinos de cor e tinha realmente uma voz bem afinada para meus nove anos.

As portas se abriam, pessoas iam se chegando alegremente e, quando víamos, já eram muitas ao redor de nós.

Eu nunca tive vergonha ou qualquer problema em cantar: era o que eu sabia fazer naquele momento.

Depois disso, meu pai pregava a palavra.

Foi assim que terminado o dia, fomos dormir em uma casa onde me encantei com uma ninhada de gatinhos e com o colchão de palha onde dormi.

Que alto, que macio!

Mas a noite ainda me reservava surpresas!

Acenderam lampiões pela casa e havia um movimento de passos prá lá e prá cá, e qual não foi meu espanto ao ouvir bem alto, um choro de bebê!

-Acabou de nascer um nenenzinho aqui no quarto ao lado. Disse minha mãe empolgada!

E foi assim que na manhã seguinte entrei no quarto ao lado para conhecer o pequenino que dormia tranquilo no colo de sua mãe.

Sem médico, sem luz elétrica, sem nada!

Fomos embora, mas aquela cena de tão irreal permaneceu em minha lembrança.

Um lugar tão extraordinário e um acontecimento tão inusitado!

É para nunca ser esquecido, mesmo após mais de sessenta anos!

Imagens ilustrativas: 1) blogdobilhetepremiado.com 2) tripadivisor.com.br; 3) falandodeviagem.com.br

“Ó SENHOR, QUÃO VARIADAS SÃO AS TUAS OBRAS! TODAS AS COISAS FIZESTE COM SABEDORIA; CHEIA ESTÁ A TERRA DAS TUAS RIQUEZAS.” Salmos, 104- 24