POETIZANDO… PAULO LEMINSKI

Paulo Leminski foi um poeta brasileiro, nascido em Curitiba, Paraná em 24 de agosto de 1944.

Atuou como professor em curso pré-vestibular, se tornou faixa preta de judô, trabalhou em agências publicitárias, além de escrever para alguns periódicos. Suas obras trabalham com perspectivas de multimídia, possuem caráter experimental e traços de humor.

Um dos livros mais conhecidos do escritor é o romance experimental Catatau.

 Tinha uma poesia marcante, pois inventou um jeito próprio de escrever, com trocadilhos, brincadeiras com ditados populares e influência do haicai, além de abusar de gírias e palavrões. 

Foi influenciado pela cultura japonesa, principalmente pela poesia curta e objetiva dos haicais de Matsuo Bashô, autor sobre o qual Leminski escreveu uma biografia. Além da influência japonesa em sua poesia, Leminski também era faixa preta de judô.

Em 1967, fundou o Grupo Áporo, que em seu manifesto se propunha a combater o “provincianismo cultural de Curitiba” e no mesmo ano, começa a escrever Catatau.

Morreu em 7 de junho de 1989, em consequência do agravamento de uma cirrose hepática que o acompanhou por vários anos.

No ano de sua morte, foram publicadas a segunda edição de Catatau e o livro de poemas de literatura juvenil A lua no cinema.

Em Curitiba, seu nome está presente na famosa Pedreira Paulo Leminski, um dos principais espaços para eventos no Brasil, localizada no bairro Abranches e que tem capacidade para mais de 30 mil pessoas.

“PORQUE TU, SENHOR, ÉS A MINHA CANDEIA; E O SENHOR CLAREIA AS MINHAS TREVAS.” II Samuel, 22- 29

A MULHER NUA

Ontem, 20 de outubro, foi o dia do Poeta.

E, como já dizia Pessoa, o poeta é um fingidor…finge tão completamente, que chega a fingir que é dor a dor que deveras sente.

E cá estou eu, comemorando a data com mais uma poesia minha, fingindo ser poeta…

A MULHER NUA

Ela se deixou ver.

– Vejam, olhem como sou!

Gritava ela.

E o espanto estampou-se

em rostos enigmáticos,

assustados.

Abrindo os braços,

mostrava toda a dor sentida

no corpo e na alma.

Incompreendida

pelo mundo,

sofrendo sem amor.

Que passava em sua mente

nesse instante de abandono cruel?

Era como um rio caudaloso

levando sua dor

tal qual

um barco de papel.

Alguém perto protegeu-a

com um manto qualquer.

E ela se foi,

coberta a nudez,

sem destino, na luta pela vida,

apenas, mais uma mulher.

Sílvia Fernandes-escritora

Desenho: dreamstime

“AGORA, POIS, MINHA FILHA, NÃO TEMAS; TUDO QUANTO DISSESTE TE FAREI, POIS TODA A CIDADE DO MEU POVO SABE QUE ÉS MULHER VIRTUOSA.” Rute, 3- 11

77 ANOS DE CAMPO MOURÃO

10 de outubro, aniversário da cidade.

Morei aqui de 1977 a 1983 e voltei em 2016.

Foi a melhor escolha que fiz!

Agora, já com mais de 100.000 habitantes, é de se notar o crescimento e progresso dela.

E esses versos abaixo são outros que faço em sua homenagem.

A CIDADE QUE ESCOLHI

Houve um tempo que tudo parou,

e, nesse estado de pausa ficou.

Foi como um entrar e sair,

um antes e um depois,

um chegar e um partir.

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Então pensei:

não nasci aqui,

mas aqui hei de morrer.

Eu te escolhi, cidade,

para aqui viver.

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E, cada dia que passa,

fico mais certa da escolha que fiz,

porque meus sonhos foram

e estão sendo

moldados em ti.

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Nas ruas de ipês floridos,

no progresso chegando acelerado,

na cultura que sinto em cada passo,

na riqueza do teu solo fecundado.

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Em meio a meu olhar atento

vejo estações que vem e vão.

Sigo feliz contigo, cidade amiga,

minha para sempre, Campo Mourão.

Sílvia Fernandes

escritora

“SE O SENHOR NÃO EDIFICAR A CASA, EM VÃO TRABALHAM OS QUE EDIFICAM; SE O SENHOR NÃO GUARDAR A CIDADE, EM VÃO VIGIA A SENTINELA.” Salmos, 127-1

AQUELA MULHER

Fabiane, minha filha que mora em Lisboa, mandou-me um link de inscrição para um concurso de poesias.

Fiz minha inscrição e o tema em homenagem à nossa poeta Adélia Prado, foi: “a vida é mais tempo alegre do que triste”.

A cada semana iam postando desde a programação até o livro pronto.

Logo depois, foram colocando as fotos de todos os participantes.

Após a divulgação dos vencedores (não, eu não ganhei…) o livro foi impresso e minha poesia “Aquela Mulher” consta nele.

Deram início à pré venda, mas os meus três volumes já estavam reservados gratuitamente.

Minha filha recebeu pelo correio e tirou fotos dele; louca para ler…

Não a Prado, mas a Silva.

E aqui abaixo, você vai poder ler minha poesia.

AQUELA MULHER

Conheci uma Adélia.

Sua idade? Não sabia.

Seus cabelos encobria

em grandes lenços de seda.

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Nunca vi marcas de choro

ou tristeza em seu olhar.

Era calmo, tão tranquilo

que me deixava a pensar:

queria poder ser assim…

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Sua risada era ouvida

muito além da multidão;

E dançava, requebrava,

Ao ritmo da canção.

E minha tristeza findava.

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As pessoas se chegavam

para ouvi-la declamar

poemas e versos inteiros

em seu modesto falar.

E eu ficava a olhar.

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Assim continua ela.

Ninguém a ela resiste

e se alguém lhe perguntasse

ela apenas respondia:

“a vida é mais tempo alegre do que triste”.

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E eu sorrindo pensava

de dentro do seu abraço

que essa mulher estava

me acolhendo em seu regaço.

Sílvia Fernandes

“NÃO HÁ SANTO COMO É O SENHOR; PORQUE NÃO HÁ OUTRO FORA DE TI; E ROCHA NENHUMA HÁ COMO O NOSSO DEUS.”I Samuel, 2- 2

17º ENCONTRO ESTADUAL DAS ACADEMIAS

E essas Academias são: de Letras, Ciências e Artes.

Pude comparecer, em outros anos, nos encontros de Londrina e Toledo e, agora, fomos os anfitriões.

Seria “chover no molhado” contar como tudo aconteceu, então, coloco aqui algumas fotos e comentários.

Esse encontro aconteceu nos dias 10, 11 e 12 de novembro agora.

(Abertura do evento com a mesa presidida por Jair Elias dos Santos Júnior, ao lado direito o presidente da ALCA, Herculano Batista Neto seguido do vereador Devanildo Parma Bassi; à sua direita Henrique Simões representando o secretário de Cultura, Zilma Assad, presidente da Associação Mourãoense de Escritores e Ronivaldo da Cruz Malko, representando a Associação Mourãense de Escritores Mirins.

(Participação do grupo Univoz, de Campo Mourão)

A apresentação foi muito elogiada e com toda razão.

(Os imortais de Campo Mourão)

(Todos os participantes)

As conferências foram extremamente importantes: Valéria Borges da Silveira, coordenadora de Gestão do Livro, Leitura e Literatura da Biblioteca Pública do Paraná e Presidente da Associação Literária Lapeana; Miguel Sanches Neto, escritor e reitor da Universidade Estadual de Ponta Grossa falou sobre O Livro no Mundo Digital; Rafael Zeferino de Souza, diretor da Escola Municipal Cidade Nova , contou sobre a importância do projeto “Ciranda Literária; Ederson de Assis, diretor da Escola Municipal São José em Peabiru e membro da nossa AML, discorreu sobre os “Escritores na Escola” e, finalmente, Fábio Sexugi, professor e poeta, membro da AML, nos alertou sobre a IA (Inteligência Artificial) e o Futuro da Palavra.

Na foto acima, estou com minhas afilhadas da cidade de Toledo; abaixo com a presidente da Academia de Toledo e, ao lado, o momento em que Lucrécia Welter, fazia a entrega da coleção História e Memórias das Instituições Literárias do Paraná e dos 16 encontros das Academias do Paraná.

Uma obra magnífica!

Foi entregue por nosso presidente Jair Elias ao escritor Miguel Sanches Neto, a Comenda “Vida e Liberdade” da AML.

E é claro que não podia faltar o nosso tradicional Carneiro no Buraco no almoço de sábado! Momentos de descontração total.!

Com nosso prefeito Tauillo Tezelli e primeira dama Hosana.

(Por duas vezes pude ler poesias minhas)

(Foto com o diácono Ederson de Assis e da Igreja Matriz onde foi a missa)

E é claro que tem que ter selfie com a Giselta e pose no Museu com a Ester…

E termino com a poesia que fiz em homenagem a esse nosso encontro.

DÉCIMO SÉTIMO ENCONTRO

Poetas, despertem!

Escritores, abram as portas!

Entrem aqui, nesse lugar,

(encontro de imortais

que promovem literatura e poesia)

para conosco festejar.

Muitas vezes rabiscamos,

às vezes até amassamos,

escritos que teimam em não sair.

Mas, de repente se manifestam

e como mágica surgem

passando a existir.

Por nosso escrever transformamos

o feio em belo,

a tristeza em alegria,

e, como o pincel de um pintor

palavras vão surgindo

como uma doce alquimia.

Por isso:

poetas venham sem receio.

Escritores aqui é o nosso meio;

perfumando vidas,

espalhando cultura,

nossas metas cumpridas.

Sílvia Fernandes

“BENDITO SEJA O SENHOR, POIS FEZ MARAVILHOSA A SUA MISERICÓRDIA PARA COMIGO EM CIDADE SEGURA.” Salmos 31- 21

10 ANOS DO BLOG

E não é que cheguei aos 10 anos?

Para mim cada semana é um novo desafio: escrever uma crônica, uma poesia, uma receita, indicar uma leitura, ensinar tricô, crochê, escrever sobre viagens, sobre livros, etc.

Mas é com o maior prazer que faço e, quando vejo mensagens e leitores de tantos países, meu coração se enche de alegria.

E para comemorar essa data, vou de poesia.

O NASCER DO SOL

UM DIA MEU AMOR LEVOU-ME

A VER O DIA AMANHECER.

A PRAIA ESTAVA DESERTA

E O MURMÚRIO DAS ONDAS

ERA COMO MELODIA

ME FAZENDO AQUECER.

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E NA LINHA DO HORIZONTE

ELE MAJESTOSO APARECEU,

COLORINDO CÉU E MAR

COM UM PINCEL TODO SEU,

MUDANDO E VOLTANDO

SEM DEIXAR DE BRILHAR.

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NOS SENTAMOS NA AREIA BRANCA

MÃOS DADAS, CALADAS,

DIANTE DO FASCÍNIO QUE PROVOCAVA.

ERA COMO SE FOSSEM SOMADAS

A FORÇA, O PODERIO, A GRANDEZA

E A BELEZA QUE EMANAVA.

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E FIQUEI FELIZ EM ESTAR ALI

NAQUELE EXATO MOMENTO.

MEU AMOR LEVOU-ME

A VER O DIA AMANHECER;

E EM MUITOS OUTROS,

PELA VIDA AFORA

VI O SOL, SOZINHA, APARECER.


“EU, O SENHOR, ESQUADRINHO O CORAÇÃO; EU PROVO OS PENSAMENTOS; E ISSO PARA DAR A CADA UM SEGUNDO OS SEUS CAMINHOS E SEGUNDO O FRUTO DAS SUAS AÇÕES.”Jeremias, 17- 10

Imagens: 1) Pinterest; 2) Pajaris

ANO NOVO- NOVAS ESPERANÇAS!

E O ANO NOVO COMEÇA

COM BRINDES, ALEGRIA, CONVERSA.

FAZEMOS PLANOS, ORGANIZAMOS AGENDA,

TENTANDO PRA NESSE ANO CUMPRIR.

E SÃO MUITOS, POR CERTO, A VIR.

QUE ESSE ANO TE SURPREENDA!

Acima, eu sorrindo feliz e desejando a todos vocês que ano após ano me seguem com tanto carinho, um Ano Novo alegre e com muitas bênçãos de Deus!

“NÃO TENHAS MEDO, Ó TERRA; REGOZIJE-SE E ALEGRE-SE. O SENHOR TEM FEITO COISAS GRANDIOSAS!” Joel, 2- 21

MAIS UM NATAL…

AH, O NATAL…PASSOU!

OS ABRAÇOS, PRESENTES E PRECES,

O SENTIMENTO DO AMOR, ESSE FICOU.

QUE PERDURE SEMPRE ESSA LUZ

PASSANDO PRA TODO MUNDO

AS BÊNÇÃOS DO MENINO JESUS!

Esses enfeites acima, são da minha casa na estante da sala.

E tem muitos mais e em todos os lugares.

Agora é desejar uma semana festiva e encerrarmos o ano com esperança e fé!

“E ENTRANDO O ANJO ONDE MARIA ESTAVA, DISSE: SALVE, AGRACIADA; O SENHOR É CONTIGO; BENDITA ÉS TU ENTRE AS MULHERES.” Lucas, 1- 28

O NATAL DA AML

Eu amo os encontros que o Natal proporciona e, com nossa Academia Mourãoense de Letras, não poderia ser diferente.

Foram momentos de muita alegria, descontração, abraços e muitas risadas gostosas!

E aqui estamos nós, os imortais que puderam estar presentes.

Bem, como boa mineira, fui uma das primeiras a chegar.

E lá estava eu quando entra minha amiga Marlene com um vestido igual ao meu!

Olhamos uma para a outra e repetimos juntas: temos muito bom gosto, não?

Bem, para começar o evento, nossa presidente Dalva, saudou a todos agradecendo pelo ano e parceria que teve desejando também para o próximo ano grandes realizações!

Em seguida li uma poesia do querido Mário Quintana que transcrevo no final do texto.

E claro que fizemos um brinde e os escolhidos para abrirem o espumante, foram nossos confrades Fábio, Gilson e Leandro.

O jantar estava maravilhoso, no restaurante A Varanda, chefiado pela queridíssima Ruth Deitos, e então começam as selfies e fotos!

Aproveitei para ter comigo a foto com nossa presidente Dalva (2021 e 2022) e o próximo, Jair (2023 e 2024).

Foram tantas fotos que foi difícil selecionar algumas…

E, para finalizar, segue abaixo o poema que li.

O TEMPO

Mário Quintana

A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.

Quando se vê, já são seis horas!

Quando se vê, já é sexta- feira!

Quando se vê, já é Natal…

Quando se vê, já terminou o ano…

Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.

Quando se vê, passaram 50 anos!

Agora é tarde demais para ser reprovado…

Se me fosse dado um dia outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.

Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas…

Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo…

E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.

Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.

A única falta que terá, será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.

“O MEU MANDAMENTO É ESTE: QUE VOS AMEIS UNS AOS OUTROS, ASSIM COMO EU VOS AMEI.” João 15- 12

CELEBRANDO O SOL

GOSTO DO SOL AO ABRIR A JANELA,

VÊ-LO SURGIR SUA LUZ DERRAMANDO,

ENTRANDO SORRATEIRO EM MEU QUARTO

DANDO BOM DIA E ME PEGO CANTANDO.

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GOSTO DO SOL QUANDO SECA MINHAS ROUPAS

DEIXANDO SEU AROMA AGRADÁVEL.

E DOBRO E GUARDO EM GAVETAS

SENTINDO SEU TOQUE SAUDÁVEL.

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GOSTO DO SOL QUANDO BRILHA NO INVERNO

E VAI DERRETENDO O GELO ACUMULADO,

AQUECENDO MINHAS MÃOS GELADAS,

TECENDO RÉSTIAS NO CHÃO MOLHADO.

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GOSTO DO SOL QUANDO VEM NA PRIMAVERA

DESABROCHANDO AS FLORES QUE ADORMECEM,

ENCHENDO O VAZIO QUE O INVERNO DEIXOU

TRAZENDO PERFUMES QUE NÃO FENECEM.

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GOSTO DO SOL QUANDO CHEGA O VERÃO

E ANDO SEM RUMO PELA AREIA.

QUANDO MINHA PELE SE AVERMELHA

E O CALOR NO CORPO ME INCENDEIA.

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GOSTO DO SOL DE OUTONO CHEGANDO

FAZENDO DAS FOLHAS UM FESTIVAL

UMA A UMA TOCADAS PELO VENTO

NUMA FESTA DE UM CLIMA TROPICAL.

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GOSTO DO SOL QUANDO SE DESPEDE

E VAI SUMINDO LENTAMENTE

E O HORIZONTE EM MIL CORES SE AGIGANTA

ATÉ SUMIR TRANQUILAMENTE.

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E À NOITE EM MEU QUARTO PENSO NELE

COMO UM ENORME “EMOJI”SORRIDENTE,

QUE PROMETE VOLTAR MAJESTOSO

E TRAZER ALEGRIA NOVAMENTE.

Imagens: 1) dreamstime; 2) pinterest

“E NASCE O SOL, E PÕE-SE O SOL, E VOLTA AO SEU LUGAR, DE ONDE NASCEU.” Eclesiastes, 1- 5