Filhos.
Eles vem e vão.
Mais vão do que vem…
E quando saem deixam um vazio enorme que a alma demora a preencher com o dia a dia outra vez…
A cama volta a ter a colcha de sempre porque lençóis e fronhas vão para a máquina de lavar; o banheiro sem as toalhas, escovas, cremes, fica sem o perfume que deixam por ali…
E aquele corre corre gostoso que invade as manhãs e tardes onde o pensamento voa junto com as panelas ao fogo, o abre e fecha da geladeira, os passos conhecidos pelo corredor…
Sentir o aroma do café que parece ter mais sabor ao acompanhar aquele bolo preferido por eles…
E, de repente, nada!
O silêncio volta a reinar.
Não sinto vontade de ir até a cozinha, fazer um café, sinto falta de ouvir as vozes que soam como música para os ouvidos da mãe, avó!
E preciso esperar para que tudo aconteça de novo, que as viagens sejam seguras, que seus lares sejam abençoados, que os dias e meses passem ligeiro.
Porque voltar ao ritmo é preciso: limpar a casa, lavar as roupas, ler, escrever, encontrar amigas, trabalhar no próximo livro, cuidar das plantas do jardim, gravar vídeos de poesias, voltar às reuniões, etc, etc.
E assim os dias vão passando naquela contagem quase infinita até o dia da volta.
E é quando o coração aquece novamente e quase explode de felicidade.
O cheiro de cada filho, cada neto, penetra lá dentro e os abraços cheios, apertados, apagam toda a tristeza e vazio.
Quem nunca…
Isso é próprio da vida, mas como é difícil acostumar com ela!
(Mais um post relacionado: Meu ninho vazio.)
“E NÓS CONHECEMOS E CREMOS NO AMOR QUE DEUS NOS TEM. DEUS É AMOR E QUEM ESTÁ EM AMOR ESTÁ EM DEUS, E DEUS, NELE.” I João, 4- 16
